Depoimentos do Documentário

Os depoimentos desses treze personagens foram colhidos entre agosto e novembro de 2017, para o documentário Serjack.doc, nas cidades de Leopoldina e Juiz de Fora. Aqui você confere as versões estendidas das entrevistas que ajudaram a construir o documentário.

Maria Aparecida Lima Freire, a Cidinha, é irmã de Serginho do Rock.

Márcio Freire é sobrinho de Serginho do Rock e filho de Cidinha.

Clóvis Esteves é amigo de Serginho do Rock e um dos membros fundadores do Girassol Maravilhoso.

José Heleno Lacerda, o Zé Heleno Pimpão, é amigo de Serginho do Rock desde os tempos do Brasília.

Jorge Luiz Baía, o Tula, conheceu Serginho do Rock na Câmara Municipal de Leopoldina, onde trabalharam juntos por mais de 20 anos.

Ademar Mattos foi companheiro de trabalho de Serginho na Câmara Municipal de Leopoldina, onde começou a trabalhar em 1974.

O gravurista Paulo Roberto Lisboa é amigo de Serginho do Rock e criador da bandeira do Girassol Maravilhoso.

Rubens Maia é amigo de Serginho do Rock e foi um dos membros mais jovens do Girassol Maravilhoso.

Aluízio Fajardo é amigo de Serginho do Rock e, atualmente, coordena um grupo de auxílio a dependentes químicos em Leopoldina.

Antônio Amâncio Valentim foi o vereador responsável por transformar “Mineira Gostosa” em música oficial de Leopoldina.

Márcia Fófano era uma das “Sergetes”, grupo de meninas que acompanhava os shows de Serginho e do Girassol Maravilhoso.

Maria José Meneghite é escritora e faz parte da Academia Leopoldinense de Letras e Artes, onde tem Serginho do Rock como seu patrono.

Rodrigo Rosa é integrante dos Beatnicks, grupo de músicos leopoldinenses que se reuniu para regravar músicas de Serginho do Rock.

Depoimentos Enviados

Aqui você confere os depoimentos enviados para a equipe do Serjack.doc. São histórias de viagens, shows e momentos vividos por quem compartilhou diversas experiências com Serginho do Rock. Você também pode enviar sua história para serginhodorock.doc@gmail.com.

Girassol Maravilhoso em Piacatuba

Texto de Gustavo Santos Monteiro de Castro, amigo de Serginho

A apresentação em Piacatuba (Julho/ 1988 – Exposição de cavalos de raça) foi cheia de peripécias.

Naquela época rodava com uma Fiat Elba, dona de um grande bagageiro que cabia folgadamente toda tralha de som do Girassol Maravilhoso (dois amplificadores, guitarra, pedais, plugs, violão, cabos, microfones e percussão – atabaques, chocalhos, pandeiro e outros artefatos – etc, etc).

Foi num sábado.

Viajamos lá pelas 19hs; Sérgio, Lisboa e eu; sem paradas.

A estrada até Piacatuba não era asfaltada na época, tinha muito pouco tráfego.

Lá a gente se encontrou com o Clóvis, Tula e o Nem, bem como com os organizadores da festa e o apresentador de palco, que nos receberam muito bem.

Havíamos feito uma prévia sequência de músicas a serem tocadas, a qual invariavelmente não era seguida.

Estava se apresentando na noite o Sr. Neném sanfoneiro, competente músico, convidado a participar, juntou-se aos componentes da Banda Girassol Maravilhoso.

O Nem foi o nosso Ed Sullivan de palco.

A apresentação foi muito boa, o Sérgio iniciou com “Ponta de Areia” (Milton Nascimento), engatando a seguir, bem rápido, o mega hit Girassol Maravilhoso.

Destaque para o Nem, que já previamente “hidratado”, fazia ótimos improvisos.

Estava inspiradíssimo, aos poucos foi empolgando e se soltou de vez, excedendo-se ao começar a gritar no palco a frase “Viva o socialismo progressista”, a qual, no meio de tantos fazendeiros, definitivamente não se encaixava bem; alertado, mudou as falas.

Tocamos umas 16 músicas, ficou muito bom, o pessoal adorou.

Bis ao final para Morro do Cruzeiro, Chute no Traseiro e Beatnik.

Na volta um evento pitoresco: pouco depois de Piacatuba, no meio da estrada, breu, tinha uma ninhada de tatuzinhos juntos da mamãe Tatu, toda orgulhosa.

Paramos o carro, saímos e ficamos apreciando a cena, aguardando os incríveis bichinhos resolverem nos dar passagem.

A apresentação de Piacatuba deu ânimo ao Sérgio para gravar mais ao final do ano num estúdio em Vitória as músicas “Morro do Cruzeiro” (versão rápida) e “Morena”.